A 62ª Expo Jaguar vive nesta quinta-feira (9 de julho) seu dia técnico mais intenso: às 06h acontece a 3ª ordenha do Concurso Leiteiro; às 08h têm início os julgamentos dos animais e a Oficina de Cortes Ovinos, que vai de 08h às 17h. Consequentemente, às 18h acontece a 4ª ordenha e, em seguida, uma das palestras mais estratégicas de toda a programação: a apresentação sobre a Indicação Geográfica do Queijo Coalho de Jaguaribe — o IG registrado pelo INPI e representado pela Queijaribe, que transforma um saber-fazer de mais de 300 anos em proteção jurídica reconhecida pelo Estado brasileiro.
Nesse sentido, às 19h30, a palestra ‘Vendendo para o Brasil — Como Alcançar o SISBI’ oferece ao produtor o caminho prático para entrar no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal — a porta de entrada para o mercado interestadual que pode multiplicar o alcance comercial do queijo coalho artesanal cearense. O Desfile da Rainha ExpoJaguar às 20h encerra a noite de quinta.
A palestra sobre IG: o que está em jogo para os produtores de Jaguaribe
A palestra sobre a Indicação Geográfica do Queijo Coalho de Jaguaribe é mais do que uma apresentação técnica: é a oportunidade de os produtores da região entenderem concretamente o que a IG significa para o valor do produto que fabricam. Consequentemente, a IG protege o queijo de Jaguaribe de falsificações — um problema real identificado pelo próprio presidente da Queijaribe, que registrou que produtos de outros estados do Nordeste são vendidos no mercado cearense com rótulos que sugerem origem jaguaribana. Com a IG formalizada no INPI, esse uso indevido do nome passa a ser ilegal.
Nesse sentido, além da proteção, a IG abre acesso a mercados que valorizam origem certificada: redes de supermercados de alto padrão, exportadores de queijos artesanais, plataformas de gastronomia regional e programas de compras institucionais que exigem rastreabilidade. Para o produtor artesanal de Jaguaribe — que em média produz 111 quilos de queijo por dia e faz parte de uma cadeia que gera R$ 3 milhões por mês em receita —, a IG é o instrumento que pode elevar o valor do quilograma do queijo e ampliar o alcance da comercialização.
O sábado e o recorde que pode mudar o calendário do agro cearense
No sábado (11 de julho) às 17h, Jaguaribe entra em campo para reconquistar o título de Maior Queijo Coalho do Mundo — com uma forma que tem capacidade para aproximadamente 3.500 quilos, suficiente para superar o recorde de 3.364 quilos que Quixeramobim estabeleceu em 2025 durante a 7ª Copa Leite. Consequentemente, a produção do queijo recorde exige logística de coleta de cerca de 18 mil litros de leite, mobilizando produtores de toda a região, e representa a demonstração mais visível da capacidade produtiva da bacia leiteira do Vale do Jaguaribe.
Nesse sentido, o que pode parecer apenas um show gastronômico é, na prática, um instrumento de marketing territorial que coloca o queijo coalho de Jaguaribe nas manchetes nacionais, reforça o argumento para a IG junto ao INPI e posiciona Jaguaribe como destino de turismo gastronômico e agropecuário — exatamente a combinação que a Alece reconheceu ao incluir a ExpoJaguar e o Festival do Queijo Coalho no calendário oficial de eventos do estado em 2026.
O que muda na prática para o produtor
- Produtores de queijo de Jaguaribe: participar da palestra sobre IG às 18h para entender como a certificação protege e valoriza o produto
- Produtores que querem vender para outros estados: não perder a palestra sobre SISBI às 19h30 — é o caminho para o mercado interestadual
- Criadores de ovinos: acompanhar a Oficina de Cortes Ovinos (08h-17h) e os julgamentos para comparar genética
- Sábado (11/07): estar presente às 17h para o Maior Queijo Coalho do Mundo — e registrar o momento para as redes
- Acompanhar o Portal AgroMais para cobertura completa do encerramento da 62ª ExpoJaguar no sábado

