WebRádio Ceará Rural Ao Vivo
WebRádio Ceará Rural Ao Vivo

AGRONEGÓCIO

Em 3 anos, Adagri revolucionou a defesa da agropecuária do Ceará

Tom Prado, Elmo Aguiar, Amorim Sobreira, Janine Colares e Luiz Roberto Barcelos, na reunião de ontem da Adagri com o agro cearense

A agência fez um gol de placa: obteve para o estado a certificação de zona livre da febre aftosa sem vacinação

Elmo Aguiar, um político que chegou há 2 anos e 11 meses à presidência da Agência de Defesa da Agropecuária do Ceará (Adagri), um organismo eminentemente técnico, abrigada na Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), celebrou ontem, em reunião com 26 empresários do agro cearense, os bons resultados de sua gestão, espelhados na certificação internacional que conferiu ao estado do Ceará a condição de área livre da febre aftosa sem vacinação. Vale repetir: sem vacinação!

Saudado pelo empresário Tom Prado, CEO da Itaueira Agropecuária, e pelo empresário Jorge Parente, socio e conselheiro da Alvoar  Lácteos (antiga Betânia Lácteos), e ladeado pelo seu diretor de Defesa Animal, veterinário Amorim Sobreira, e de sua assessoria técnica, agrônoma Janine Colares Gadelha, ambos doutores em suas respectivas áreas de atuação, Elmo Aguiar começou sua fala anunciando uma excelente novidade: 

“Vamos começar, dentro de mais alguns dias, uma campanha de vacinação contra a brucelose, uma zoonose (doença infecciosa, transmitida de animais para humanos, causada por bactérias, vírus ou fungos) que anda junto com a tuberculose. Já adquirimos todas as vacinas. Nosso foco serão as bezerras de 3 a 8 meses. Para essa campanha, teremos a colaboração de 60 dos 120 novos concursados já contratados pela agência, graças à decisão do governador Elmano de Freitas.” 

Antes da vacinação, ele revelou, a Adagri promoverá uma campanha pela mídia para explicar o que é a brucelose, que, em animais, causa abortos, retenção de placenta e queda da produção; em humanos, provoca febre, dores intensas, fadiga e problemas articulares crônicos, como explica o Google.

Quem abriu a reunião de ontem foi Janine Colares, que reconheceu: a Adagri de hoje é completamente diferente da de 3 anos atrás. Por quê? – quis saber este colunista, que acompanhou à reunião. Ela respondeu com números: em 2022, a fiscalização da Adagri emitiu 1.277 autos de infração; em 2023, já sob nova administração, foram emitidos 280; em 2024, os autos de infração somaram 132; no ano passado de 2025, esse número caiu para 78. O que houve? Todos os 26 empresários perguntaram quase a um só tempo.  

“Nossa fiscalização tornou-se educativa e, como consequência, os pecuaristas passaram a cumprir, naturalmente, as exigências da legislação. Simples assim”, disse a doutora Janine Colares, tendo o cuidado de informar que a arrecadação da Adagri, ao contrário do que se poderia imaginar, foi incrementada: a emissão de boletos saltou de 7 mil em janeiro de 2023 para 15.457 em novembro do ano passado de 2025, um aumento superior a 100%. 

Por sua vez, o doutor Amorim Sobreira deu números do setor de Defesa Animal, começando pela vacinação contra a febre aftosa: foram imunizados 98,21% do rebanho bovino do Ceará, o equivalente a 2,7 milhões de cabeças em todos os 184 municípios do estado. Outro dado relevante: foram georeferenciadas 77,65% das propriedades rurais cearenses. Resultado prático: o reconhecimento mundial do Ceará como zona livre da febre aftosa.  

Para que esse objetivo fosse alcançado, mobilizaram-se, pessoalmente, o governador Elmano de Freitas; o presidente da Faec, Amilcar Silveira; o presidente da Adagri, Elmo Aguiar, e toda a sua equipe que pediram ajuda ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); os presidentes dos sindicatos rurais; e o imenso conjunto dos pecuaristas do Ceará, que entenderam o alcance das providências

E mais: o governo do Ceará cumpriu 100% das exigências do Mapa, incluindo o aumento da frota de veículos (todos com tração 4 x 4); do seu quadro de servidores, o que foi feito por meio de concurso público; da reforma e modernização dos 15 escritórios da Adagri no interior do estado. 

O doutor Amorim Sobreira transmitiu, ainda, informações sobre o Programa Estadual de Sanidade Avícola, informando que há uma permanente e ativa vigilância em granjas comerciais (de postura e corte) e criações de subsistência.  

Ele contou que há um ano surgiu um foco da gripe influenza aviária em uma pequena granja, em Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará. A equipe de fiscalização da Adagri agiu imediatamente e, em sete dias, conteve e circunscreveu o foco da doença à área em que ela se registrou, sem prejuízos ao agronegócio.  

Outra boa novidade revelada na reunião de ontem: a Adagri implantou o Sisbi, que é o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Trata-se do sistema que padroniza a inspeção e fiscalização de produtos de origem animal, permitindo que municípios, estados e consórcios (SIM/SIE) comprovem equivalência ao serviço federal (SIF/MAPA). Com o selo Sisbi, pequenas empresas podem vender seus produtos em todo o país, e este detalhe é o melhor do sistema. 

No Ceará, até 2022, havia apenas sete empresas registradas com Sisbi; entre 2023 e 225, esse número saltou para 12, devendo chegar a 17 ao longo deste ano e do próximo.  

Mais uma grande notícia divulgada ontem pelo presidente da Adagri: a área livre da mosca da fruta, no Ceará, que hoje envolve 12 municípios do Leste do estado, será ampliada, para o que a agência mantém estreito entendimento com as autoridades do Mapa. Detalhe: só pode exportar para o mercado dos Estados Unidos a empresa de fruticultura que esteja localizada em área livre da mosca da fruta.  

Compartilhe

Facebook
WhatsApp
Email