Símbolo do semiárido nordestino e um dos produtos mais tradicionais da economia cearense, a cera de carnaúba movimentou US$ 44,9 milhões em exportações entre janeiro e maio de 2026. O produto manteve-se como o terceiro principal item da pauta exportadora do Ceará e ampliou sua presença no mercado chinês, segundo o estudo Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CNI) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
O levantamento, baseado em dados do Comex Stat, plataforma oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostra que a China ganhou protagonismo entre os destinos do produto cearense. Dos US$ 39,2 milhões exportados pelo Ceará ao país asiático no acumulado até maio, cerca de US$ 14,7 milhões corresponderam à cera de carnaúba.
O valor representa 37,5% de tudo o que o Estado vendeu para a China no período. Os embarques destinados ao mercado chinês também estiveram entre os principais fluxos comerciais registrados em maio, evidenciando o aumento da demanda pelo insumo natural cearense.
A expansão reforça o papel da cera de carnaúba como produto de valor agregado na pauta exportadora estadual. Embora esteja ligada historicamente à economia do semiárido, a matéria-prima integra atualmente cadeias industriais sofisticadas em diferentes partes do mundo.
As propriedades naturais do produto permitem sua utilização na fabricação de cosméticos, medicamentos, alimentos, revestimentos, ceras automotivas e diversos outros itens que exigem padrões elevados de qualidade, conservação e desempenho. Essa diversidade de aplicações amplia as possibilidades comerciais e reduz a dependência de um único segmento comprador.
A presença internacional da cera cearense permanece ampla. Além da China, mercados tradicionais, como Estados Unidos e Alemanha, seguem entre os principais destinos. A permanência nesses países demonstra a capacidade da cadeia produtiva de atender exigências técnicas e sanitárias rigorosas.
No mercado alemão, as compras permaneceram relevantes ao longo dos cinco primeiros meses do ano, reforçando o reconhecimento internacional do produto. Já os Estados Unidos, apesar da retração no acumulado de 2026, continuaram registrando embarques, com destaque para o movimento observado em maio.

