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CARCINICULTURA

Seis dos 10 maiores municípios produtores de camarão do País ficam no Ceará

Ceará atingiu recorde de produção na carcinicultura.

Estado permanece como líder absoluto na criação do crustáceo.

Dos 10 municípios com a maior produção de camarão do Brasil, seis ficam no Ceará. Aracati e Jaguaruana são também os dois maiores produtores municipais do País, como indica a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) de 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

A produção em Aracati saltou 18,8% em um ano, chegando a 21,3 mil toneladas, mantendo o município como o maior produtor nacional. Jaguaruana, apesar da queda de 7,7% entre os levantamentos da PPM, continua como vice-líder do País, com 12 mil toneladas produzidas.

Juntos, os dois municípios concentram cerca de 20% de todo o camarão produzido no País, que, em 2025, chegou a 172,3 mil toneladas.

O ranking dos 10 maiores produtores municipais conta ainda com outros municípios do Estado, como Russas (4º), São João do Jaguaribe (6º), Limoeiro do Norte (7º) e Acaraú (8º).

Quando a lista é ampliada para os 20 maiores, entram Fortim (11º), Beberibe (12º), Camocim (13º), Morada Nova (14º), Alto Santo (15º) e Paraipaba (18º).

Com exceção de Jaguaruana, todos os municípios cearenses tiveram alta na carcinicultura, como é chamada a criação de camarão.

A lista conta ainda com quatro representantes do Rio Grande do Norte, o que indica grande concentração do camarão produzido no Brasil nos municípios dos dois estados.

A lista conta ainda com quatro representantes do Rio Grande do Norte, o que indica grande concentração do camarão produzido no Brasil nos municípios dos dois estados.

Veja a lista dos municípios que mais produziram camarão no Brasil em 2025 segundo o IBGE:

  1. Aracati (CE): 21,34 mil toneladas;
  2. Jaguaruana (CE): 12,04 mil toneladas;
  3. Pendências (RN): 8,88 mil toneladas;
  4. Russas (CE): 7,13 mil toneladas;
  5. Arez (RN): 7 mil toneladas;
  6. São João do Jaguaribe (CE): 6 mil toneladas;
  7. Limoeiro do Norte (CE): 5,8 mil toneladas;
  8. Acaraú (CE): 5,77 mil toneladas;
  9. Canguaretama (RN): 5,76 mil toneladas;
  10. Senador Georgino Avelino (RN): 5,6 mil toneladas.

Ceará perde participação nacional, mas segue líder isolado

Quando são considerados os estados, a PPM de 2025 aponta que a produção de camarão no Ceará subiu 11%, saindo de 82,7 mil toneladas para 91,8 mil toneladas. O Estado continua sendo o maior produtor nacional do crustáceo, responsável por 53,3% de toda a quantidade produzida no País.

Apesar disso, o Ceará perdeu participação nacional no comparativo com o ano anterior. Em 2024, o Ceará produziu 56,7% de todo o camarão do Brasil. 

Isso se deve em parte ao aumento da produção na Paraíba. Nos últimos anos, o estado nordestino acumula sucessivos crescimentos na produção de camarão, mas no comparativo entre 2024 e 2025, a carcinicultura paraibana aumentou 127%, saindo de 8,8 mil toneladas para 20,1 mil toneladas.

O Nordeste segue responsável por praticamente toda a produção de camarão do Brasil, concentrando 99,7% de toda a carcinicultura nacional, com 171,9 mil toneladas. Todos os nove estados da região produzem o crustáceo.

Confira a lista dos estados que mais produzem camarão no País, de acordo com a PPM:

  1. Ceará: 91,8 mil toneladas;
  2. Rio Grande do Norte: 37,9 mil toneladas;
  3. Paraíba: 20,1 mil toneladas;
  4. Bahia: 6,2 mil toneladas;
  5. Pernambuco: 4,8 mil toneladas;
  6. Piauí: 4,6 mil toneladas;
  7. Sergipe: 3,9 mil toneladas;
  8. Alagoas: 1,9 mil toneladas;
  9. Maranhão: 353 toneladas;
  10. Santa Catarina: 270 toneladas.

O que está por trás do sucesso do Ceará?

A zootecnista e coordenadora técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no Ceará (Senar/CE), Thaís Costa, enfatiza que o protagonismo do Ceará na carcinicultura “não aconteceu de uma hora para outra”

“O Ceará tem condições climáticas e físicas, como o solo, disponibilidade de áreas para expansão e diferentes fontes de água, que permitem produzir tanto no litoral como no interior. O camarão-branco-do-pacífico se adaptou bem a essas regiões, principalmente devido aos avanços tecnológicos da atividade”, avalia. 

Para ela, o fato de os principais municípios produtores ficarem localizados no Litoral Leste e Vale do Jaguaribe indica que polos produtivos se estabeleceram bem nessas regiões no Estado, além do Litoral Oeste, representado por Paraipaba (ainda na Grande Fortaleza) Acaraú e Camocim.

“Quando essa produção se concentra dessa forma, cresce toda uma cadeia produtiva no entorno dela: produtores, fornecedores de insumos, assistência técnica, transporte, beneficiamento, comércio. Vai muito além da porteira do criadouro”, observa.

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