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ECONOMÍA DO AGRO

Jaguaretama terá primeira Biofábrica de coco em pó do país

 A Biofábrica (foto) é parceira da Uece no projeto de produção do ACP Lacte, que é empreendimento tecnologicamente inovador

Empreendimento do Instituto Ecoco do Brasil também produzirá leite de cabra em pó

Jaguaretama, um município do Vale do Jaguaribe, no Leste do Ceará, será sede de um dos mais importantes projetos sustentáveis de inovação tecnológica do país. Lá, sob a liderança do Instituto Ecoco do Brasil, presidido pelo matemático cearense Bezerra de Menezes, está sendo implantada a primeira biofábrica destinada à produção de água de coco em pó e de leite de cabra em pó, dos quais se produzirão compostos lácteos funcionais. 

O empreendimento representa um marco para a ciência brasileira e posiciona o Ceará como referência nacional em bioeconomia, agregação de valor à cadeia produtiva do coco e da caprinocultura e, ainda, inovação voltada à segurança alimentar. 

A unidade industrial terá capacidade para processar, diariamente, até 5 mil litros de matéria-prima, produzindo o ACP Lacte, um composto desenvolvido a partir da água de coco e do leite de cabra, reunindo elevado valor nutricional e grande potencial de aplicação em programas públicos e privados de alimentação.

Como a oferta de leite de cabra na região é limitada, a fábrica processará, diariamente, 800 litros de leite de cabra, aos quais serão adicionados 1.200 litros de água de coco, perfazendo o total de 2 mil litros. Dessa mistura, que entrará no sprayday em forma líquida, sairão 400 quilos de ACP Lacte – um alimento completo, especialmente para a nutrição de crianças. 

Cada porção de apenas 50 gramas desse bioproduto fornece 115 calorias.

Jaguaretama foi escolhido para sediar a Biofábrica por reunir vocação para a caprinocultura, disponibilidade de matéria-prima e forte potencial de integração da agricultura familiar, estimulando a geração de emprego e renda, inclusão produtiva e desenvolvimento regional. 

O projeto foi concebido para contribuir com o esforço público e privado de enfrentamento da vulnerabilidade nutricional e da fome proteica, especialmente entre crianças, idosos e pacientes hospitalizados. As perspectivas de utilização incluem alimentação hospitalar, protocolos de jejum pré-operatório, merenda escolar, suplementação nutricional e reposição hidroeletrolítica para atletas. 

A tecnologia da água de coco em pó foi desenvolvida por pesquisadores cearenses liderados pelos professores-doutores e cientistas José Ferreira Nunes e Cristiane Melo, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), tornando-se uma inovação, ao possibilitar a transformação da água de coco em pó preservando, todavia, suas propriedades nutricionais. 

Para o presidente do Instituto Ecoco do Brasil, a Biofábrica representa um novo modelo de desenvolvimento para o semiárido nordestino.

“A implantação dessa Biofábrica demonstra que é possível transformar conhecimento científico em desenvolvimento econômico, inclusão social e dignidade. Jaguaretama passa a fazer parte da história da inovação brasileira, tornando-se referência para projetos que unem ciência, sustentabilidade e geração de oportunidades para a população”, como disse o professor José Nunes. 

Além do impacto econômico, o projeto fortalece a aproximação da pesquisa científica com o setor produtivo, universidades, produtores rurais e instituições públicas, criando um ambiente favorável à inovação e ao desenvolvimento sustentável. 

Com esse projeto pioneiro, o Instituto Ecoco do Brasil reafirma sua missão de promover soluções inovadoras para o desenvolvimento social, ambiental e econômico, consolidando Jaguaretama como um novo polo nacional da bioeconomia

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