O agronegócio do Ceará inicia um novo ciclo de expansão após registrar forte desempenho em 2024. A estratégia para manter o ritmo de crescimento passa por políticas públicas, parcerias institucionais e investimentos em infraestrutura, tecnologia e suporte produtivo.
A avaliação é de Domingos Filho, secretário da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, que aponta o agro como um dos principais vetores econômicos do estado.
Integração entre governo e setor produtivo
A Secretaria do Desenvolvimento Econômico mantém diálogo direto com a Federação da Agricultura do Estado do Ceará, em uma parceria considerada estratégica para ampliar a competitividade do setor. A atuação conjunta entre poder público e iniciativa privada é vista como essencial para destravar gargalos históricos.
Entre os principais desafios estão a melhoria das estradas para escoamento da produção, a ampliação do acesso à energia elétrica e o fortalecimento da infraestrutura rural. A pauta inclui ações articuladas com o Governo do Ceará e com os municípios, especialmente na recuperação e manutenção de estradas vicinais
Forragem, logística e potencial exportador
Outro eixo relevante é o suporte à produção pecuária. Programas voltados ao fortalecimento forrageiro avançam em parceria com a FAEC, com foco na distribuição de tecnologias adaptadas às condições do semiárido. A iniciativa busca garantir segurança alimentar aos rebanhos e reduzir riscos em períodos de estiagem.
No campo logístico, o Ceará se beneficia de uma posição estratégica no comércio internacional. A proximidade geográfica com Europa, América do Norte e Ásia, aliada à estrutura do Porto do Pecém, favorece a exportação de frutas, produtos agrícolas e itens da pecuária. Polos de irrigação já consolidados ampliam a capacidade produtiva e reforçam o papel do estado no mercado externo.
Histórias que traduzem a força do campo
Além das políticas estruturantes, o programa destacou trajetórias que representam a resiliência do produtor rural. No Vale do Jaguaribe, a queijeira Isaína Diógenes compartilhou uma história construída com trabalho, adaptação e sucessão familiar.
A produção de queijo artesanal garantiu sustento, formação dos filhos e continuidade da atividade no campo. A experiência reflete desafios comuns ao semiárido, como a convivência com a seca e a necessidade de agregar valor à produção para enfrentar períodos de maior oferta e queda de preços.
O conjunto de ações institucionais e exemplos do campo reforça a percepção de que o agro cearense vive um momento de consolidação. Com crédito, tecnologia, infraestrutura e planejamento, o setor segue ampliando sua relevância econômica e social no estado.
