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ALECE

Missias Dias critica medidas da Câmara dos Deputados e do presidente Hugo Motta

Deputado Missias Dias (PT)

O deputado Missias Dias (PT) criticou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quinta-feira (11/12), medidas que classificou como ataques à democracia na Câmara dos Deputados.

O parlamentar apontou diferença no tratamento dado pela Presidência da Casa à oposição e à base governista e apontou a prioridade que é dada a projetos que beneficiam o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Destacou ainda os episódios ocorridos na última terça-feira (09/12), no Congresso Nacional, como a ação “truculenta” de tirar o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) da cadeira da presidência, o desligamento do sinal da TV Câmara e a retirada forçada de jornalistas do plenário.

“Uma censura à rádio e à TV da casa mais democrática deste País. Como você espanca jornalista e impede de entrar no plenário da Casa? Isso é inadmissível. É algo totalmente fora do que defendemos como espaço democrático”, pontuou. 

Para Missias Dias, é inadmissível que, mesmo após a condenação dos envolvidos na tentativa de golpe do 8 de janeiro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso vote um projeto que reduza a pena desses envolvidos. “Uma votação que permite aos condenados a 27 anos de prisão que tenham sua pena reduzida para cerca de dois anos. Foi isso que ocorreu, com esse projeto aprovado, às pressas, às 3h40 da madrugada, em uma votação que a população não acompanhou. Algo contra o povo e contra o País”, avaliou.

Missias Dias cobrou ainda a mesma dedicação do Congresso para punir parlamentares que usaram de seu mandato para articular contra a economia brasileira. “Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos ganhando salário, sem ser questionado pelo Congresso. Alexandre Ramagem foi investigado e condenado, mas não foi cassado ainda. A Carla Zambelli fez o que fez e foi absolvida. A Câmara está indo contra a Justiça e está derrubando determinações. Isso é uma vergonha”, afirmou. 

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