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A Expocrato 2026 abre espaço para um debate que promete transformar o campo: a viabilidade real de cultivar trigo em pleno semiárido cearense

Um dos temas técnicos que ganham espaço na programação da Expocrato 2026 é a possibilidade concreta de produção de trigo semiárido cearense. No Campo Experimental de Barbalha, no Cariri, pesquisas iniciadas em 2018 avaliam cultivares de trigo de ciclo curto, desenvolvidos para se adaptar às condições climáticas da região, historicamente hostis à cultura, que depende tradicionalmente de climas mais frios e regulares.

Os testes com essas cultivares de ciclo curto começaram a ser conduzidos de forma mais intensiva a partir de 2024, e os primeiros resultados são considerados positivos pelos pesquisadores envolvidos. Consequentemente, caso os experimentos avancem para escala produtiva, a iniciativa pode representar uma nova fronteira de grãos para o sul do Ceará, ampliando a diversificação de culturas em uma região historicamente concentrada em pecuária, fruticultura e agricultura de sequeiro.

Barbalha, um polo de pesquisa agropecuária

O mesmo Campo Experimental de Barbalha já é referência em outra frente de inovação: desde 2019, é sede de pesquisas da Embrapa Algodão voltadas ao desenvolvimento de uma nova base tecnológica para produção de algodão no Ceará, com cultivares adaptadas ao semiárido e estimativa de custo de produção inferior ao praticado em regiões tradicionalmente produtoras do Centro-Oeste. A concentração de projetos de pesquisa no mesmo território reforça o papel do Cariri como polo de inovação agropecuária dentro do estado.

Para o produtor rural que acompanha a Expocrato 2026, o avanço desses experimentos representa uma sinalização importante: a pesquisa aplicada, conduzida por instituições como a Embrapa, caminha lado a lado com a tradição pecuária que sustenta a feira, ampliando as possibilidades de diversificação produtiva para os próximos anos.

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