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AVICULTURA

⁠Granja Regina mira terminal da Transnordestina em Maranguape para transporte de grãos

Granja Regina deve receber os grãos do futuro terminal da empresa em Maranguape.

Empresa quer usar infraestrutura para receber insumos para ração animal.

A Atlântica Agroindustrial, empresa cearense do grupo SL e que também é proprietária da Granja Regina, está de olho no futuro terminal da Transnordestina em Maranguape, na Grande Fortaleza.

Segundo a companhia, os estudos apontam para a instalação no local de uma infraestrutura para recebimento de grãos para ração animal.

As informações foram compartilhadas por Victor Lima, sócio-diretor do Grupo SL e diretor-executivo da Atlântica Agroindustrial, durante a PEC Brasil 2026, em Fortaleza.

“Para nós, pode fazer sentido, onde temos mais granjas próximas. Estamos estudando, é uma grande mudança a Transnordestina. O terminal seria para receber grãos para ração”, explica

O terminal da Transnordestina em Maranguape é chamado de Complexo Logístico e Industrial do Ceará (Clic), e faz parte de uma série de seis infraestruturas do tipo no Estado.

Faturamento da empresa deve crescer R$ 150 milhões em 2026

Victor Lima abriu ainda números do grupo SL, que alcançaram R$ 2,5 bilhões em 2025. Para 2026, a ideia é avançar mais e chegar aos R$ 2,65 bilhões: “Estamos trabalhando para, em 2030, chegar a R$ 3 bilhões”, completa.

O carro-chefe da empresa é o abate de frangos com a marca da Granja Regina, seguido de perto pelos ovos de galinha

Compõem ainda o grupo marcas como a Merci e Gostosinha, de embutidos, e a Integral Mix, de ração animal. 

Questionado sobre o crescimento da pecuária bovina de corte, o diretor-executivo da Atlântica Agroindustrial rechaça a entrada nesse mercado por enquanto: “Não está no nosso radar. Até distribuímos alguma coisa, mas não estamos com abate no radar não”, aponta.

Indústria de farinha e óleos reaproveita restos de abate de animais 

Em fevereiro, a empresa investiu R$ 35 milhões em uma fábrica de farinha de vísceras e óleo de frango do lado do abatedouro da Granja Regina em Aquiraz, na Grande Fortaleza.

“Temos um abatedouro de frango, as classificações e distribuições de ovos, a indústria de embutidos, a fábrica de farinhas e óleos, que aproveita todo o subproduto e transforma em farinha de vísceras, de pena, de óleo de frango”, classifica.

A ideia é aproveitar os produtos gerados pela empresa, que alcançam números expressivos que ultrapassam a casa do milhão por semana.

“A produção de ovos da Granja Regina é de 1,7 milhão de ovos por dia. Nossa meta é chegar a 2 milhões/dia nos próximos dois anos. Temos a produção de 1,1 milhão de aves por semana, o que vai dar próximo de 3,5 mil toneladas por semana, e chega a 150 mil toneladas por ano”, observa.

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