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AGRO

“Cresce Ceará” mostra os desafios do agro: a logística e a energia

Foto do “Cresce, Ceará” do ano passado. Neste ano, o evento debaterá sobre os desafios do agro cearense na logística e na energia

Havia 30 anos, o agro cearense representava quase nada do PIB. Hoje, a atividade lidera o crescimento da economia do estado

Mais uma vez, a agropecuária cearense será o ponto de atenção da liderança empresarial, política e acadêmica do estado: amanhã, quinta-feira, 21, a partir das 8 horas, no Gran Hotel Marero, na Praia do Futuro, o Diário do Nordeste promoverá a terceira edição do Cresce, Ceará – que neste ano debaterá sobre os desafios da logística e da energia, que são, na opinião dos líderes do setor, os gargalos que o impedem de crescer de forma mais acelerada.  

A logística é o conjunto de processos que planeja, executa e controla o fluxo de produtos, serviços e informações desde a origem até o consumidor final, tudo no tempo e na hora marcados e com o mais baixo custo possível. E a energia elétrica é o insumo que ilumina e movimenta a atividade econômica em qualquer lugar, no campo e na cidade. No Ceará e na maioria dos estados brasileiros, o agro ainda reclama da qualidade da logística de transporte e da baixa tensão da energia elétrica.

Mas é preciso começar dizendo que a agropecuária cearense, havia 30 anos, representava quase nada no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Nos anos 50, 60 e 70 do Século XX, sem tecnologia, produzíamos em escala e exportávamos algodão (chegamos a ser o segundo maior produtor do país). Aí veio a praga do bicudo que praticamente destruiu a atividade, fechando unidades industriais de fábricas de beneficiamento e desempregando gente, que é a parte mais triste desta história.

Naquela época, também produzíamos em larga escala o caju, cuja amêndoa chegou a liderar com folga a nossa pauta de exportação, mas aí o cajueiral antigo, de copa larga, começou a envelhecer e sua substituição pelo cajueiro anão precoce, criado pela inteligência da Embrapa, não aconteceu como se esperava por falta de investimento (e a nossa tecnologia foi apropriada por países da Ásia e da África, que hoje lideram a produção mundial de castanha de caju)

Mas empresários visionários como Carlos Prado, Luiz Roberto Barcelos, Cristiano Maia, Décio Barreto Júnior, Gentil Linhares, João Teixeira, Jurandir Picanço, Luiz Girão, Gilson Gondim, Jaime Aquino, Dico Carneiro, Everardo Vasconcelos, Roberto Pessoa, Airton Carneiro e Edmilson Lima, para citar alguns, descobriram o que estava escondido e inexplorado no Ceará: as virtudes do seu solo e do seu clima quente. Eles investiram na tecnologia e na inovação, explorando a fruticultura, a floricultura, a carcinicultura, a pecuária leiteira e de corte, a avicultura, a apicultura, enfim, tudo o que a natureza – que parecia hostil – pôs à sua disposição

Para coroar todo o esforço desses dínamos do agro cearense, aconteceu o inesperado: a Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec) elegeu há quatro anos para a sua presidência o então pecuarista (criava cabras e carneiros) Amílcar Silveira, que ressuscitou a entidade e, por meio dela, deu aos produtores rurais, grandes e pequenos, o apoio político e institucional de que precisavam para tornar-se o que são hoje – um segmento muito respeitado pela sociedade e pelo governo estadual (as relações do governador Elmano de Freitas com a presidência da Faec são intensas, cordiais e respeitosas). 

Hoje, o agro cearense desenvolve-se em ritmo frenético, a tal ponto que lidera o crescimento do PIB estadual, segundo as últimas pesquisas do Ipece. 

Mas, como acima foi dito, enfrenta obstáculos na logística de transporte e na energia elétrica. Esses obstáculos já foram maiores, mas ainda impedem que os setores de alto padrão da agropecuária obtenham maior produtividade.

Por exemplo: uma parte das estradas pelas quais é transportada a produção de leite, de frutas, de grãos e até de cimento está pedindo urgente intervenção do governo do estado, que, atento a esse clamor, já promoveu as licitações necessárias para a recuperação desses importantes caminhos rodoviários. 

Da mesma maneira, a Enel, que tem o monopólio da distribuição da energia elétrica em toda a geografia cearense, investe R$ 7,4 bilhões em projetos de melhoria de sua estrutura de subestações e de suas linhas de distribuição, com foco na Chapada do Apodi, onde o agro se desenvolve na velocidade do frevo. 

É sobre estas carências que o Cresce Ceará debaterá amanhã, 21

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