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RESERVATÓRIOS

Ceará ainda vê recuperação gradual dos açudes apesar de chuvas acima da média em fevereiro

Atualmente, os 143 reservatórios monitorados pelo estado estão com 44,8% da capacidade total de armazenamento

Os açudes do Ceará continuam em recuperação gradual, mesmo com fevereiro registrando chuvas acima da média histórica. Atualmente, os 143 reservatórios monitorados pelo estado estão com 44,8% da capacidade total de armazenamento, praticamente igual ao mesmo período de 2025, que era de 45%. “Mesmo com as chuvas acima da média em fevereiro, praticamente o consumo se igualou com a água que chegou aos reservatórios”, afirmou Yuri Castro, presidente da Cogerh.

O aporte aos reservatórios somou pouco mais de 500 milhões de metros cúbicos, um volume considerado baixo diante da média anual, que supera os 4 bilhões de metros cúbicos. Segundo Castro, a expectativa é que os meses de março e abril, historicamente responsáveis pelos maiores aportes, possam garantir uma recuperação mais significativa. “O solo já está saturado, então esperamos que março e abril possam ter um aporte relevante”, destacou.

Chuvas de fevereiro ficam acima da normalidade

Apesar do impacto limitado nos açudes, o estado registrou precipitações acima da média. Em fevereiro de 2026, o acumulado médio chegou a 171 milímetros, 41% acima da média histórica para o mês. “Em algumas regiões, a chuva veio com mais força. Na região do Cariri, o acumulado chegou a 271,5 milímetros. Na Ibiapaba, 222,7 milímetros. Em ambas as regiões, os volumes ficaram acima do normal para o mês”, explicou o meteorologista Leandro Valente.

Expectativa para a quadra chuvosa

Mesmo com fevereiro positivo, a Funceme alerta que a quadra chuvosa completa ainda precisa ser analisada. O prognóstico para fevereiro, março e abril indica 40% de chance de chuvas abaixo da média. “Para que possamos avaliar como o período vai se comportar, precisamos que o ciclo se feche”, acrescentou Valente.

A continuidade das chuvas nos próximos meses será determinante para ampliar os aportes nos reservatórios, garantindo segurança hídrica para abastecimento urbano e rural e fortalecendo o estado diante dos desafios do semiárido.

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