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RURAL

Louvemos o produtor rural! Ele garante o nosso alimento

Trabalhando de segunda a segunda, 24 horas por dia, o produtor rural assegura alimento de alta qualidade à população

Nas 24 horas do dia, ele trabalha para assegurar ao Brasil a liderança mundial. Sua vida não é fácil, pois tem de combater pragas, doenças e, ainda, os que são contra o agro

Tudo o que se disser, tudo o que se escrever, tudo o que vier a ser proclamado a favor do produtor rural será pouco por tudo o que ele faz nas 24 horas do dia, de segunda a segunda, para assegurar, permanentemente, o alimento da população – do leite ao repolho, dos brócolis ao tomate, da cebola ao pimentão, do feijão à soja, do milho ao arroz, do algodão às carnes de boi, de caprinos, ovinos e aves. Pergunte ao herói da Agricultura Familiar ou ao peão da grande fazenda da agricultura empresarial o que eles fazem e repetem, como rotina, ao longo do dia e das madrugadas, para não deixar a mesa do brasileiro sem as frutas, os legumes e as verduras? 

Eles contarão, cada um à sua maneira, com palavras e sotaques variados, como é o seu dia a dia. Podemos imaginar o pequeno criador de vacas leiteiras, cujas tarefas começam antes de nascer o sol, com a ordenha manual (só os médios e grandes criadores têm ordenhas mecânicas), que se segue com o deslocamento dos animais para o pasto (nas grandes fazendas, como a Flor da Serra, de Luiz Girão, na Chapada do Apodi, o rebanho alimenta-se de volumosos ensilados).  

Os horticultores têm, também, trabalho dobrado, pois, além de acordar com o cocoricó dos galos, tratam cuidadosamente, com suas próprias mãos, do crescimento das plantas de sua horta. Entre esses cuidados, está o combate às pragas e doenças que atacam as lavouras e os rebanhos, algo que se faz, também, obrigatoriamente, nas pequenas e grandes áreas agrícolas.  

Assim como os humanos temos os profissionais dos vários ramos da ciência médica a nos examinar e a nos prescrever os remédios quando isto se faz necessário, na vida vegetal e animal é a mesma coisa: são os agrônomos e os veterinários que tratam dessa parte

O médico da agricultura é o agrônomo. Ele é quem prescreve o medicamento a ser aplicado para livrar as plantas das pragas. Esse medicamento é chamado de defensivo agrícola, defensivo químico ou agrotóxico. Ele deve ser aplicado, rigorosamente, conforme prescreveu o agrônomo.  

Comparemos o produto químico prescrito pelo médico para a pessoa humana: se alguém ingerir, de uma só vez, 30 comprimidos de Tylenol – um remédio para curar dor de cabeça e outras dores – poderá enfrentar uma emergência médica potencialmente fatal. Da mesma maneira, se o aplicador do defensivo agrícola, geralmente um profissional treinado para esse trabalho, fizer um caldo diferente do prescrito pelo agrônomo, causará sérios danos à planta, ao solo e, ainda, ao meio ambiente. Simples assim.

Acusar a agricultura e o agricultor – pequeno, médio ou grande – de agredir a natureza pelo incorreto uso dos defensivos agrícolas é praticar o que se chama de desonestidade intelectual. O que mais impressiona e decepciona é que acadêmicos, movidos por ideologia, assumam, sem prova, essas acusações. 

Este colunista caminha para completar 83 anos de vida, 66 dos quais dedicados ao jornalismo. Desde criança (minha lembrança começa desde os 7 anos de idade) alimento-me de frutas, legumes e verduras que são produzidos por pequenos produtores rurais em local desconhecido, por mãos desconhecidas e certamente protegidos de pragas e doenças pelo uso de pesticidas, defensivos agrícolas, agrotóxicos e outros “venenos”, os quais, segundo alguns letrados, causam câncer a quem os consome.  

A Europa e os europeus, os norte-americanos, os canadenses e os árabes consomem melão e melancia produzidos no Ceará, no Rio Grande do Norte, no Piauí, na Bahia, em Pernambuco e tratados, também, com defensivos agrícolas. A mídia europeia já divulgou alguma notícia de alguém de lá que tenha morrido de câncer porque comeu essas frutas nordestinas?  

Há outra coisa: os mesmos que, na academia e fora dela, acusam os defensivos agrícolas de matarem as abelhas, precisam de saber que, sem abelha, não há fruticultura. As fazendas da Itaueira Agropecuária e da Agrícola Famosa têm, juntas, mais de 20 mil colmeias nas suas fazendas de plantação. São as abelhas que garantem a polinização dos melonais.

Ensina o Google que polinização “é o processo de transferência dos grãos de pólen da parte masculina (antera) para a parte feminina (estigma) de uma flor, permitindo a fecundação e a produção de sementes e frutos, sendo essencial para a reprodução das plantas e para a biodiversidade”.   

Resumindo: o que há mesmo, por pura causa ideológica, é a desonestidade intelectual. Ponto. Viva o produtor rural! 

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