Vista aérea da moderna fábrica de lacticínios da Alvoar (ex-Betânia), onde o agro e a indústria do Ceará dão-se as mãos
O que se passa aqui na indústria e no agro é produto da capacidade de empreender de homens e mulheres ousados, corajosos e inteligentes
Se alguém, 30 anos atrás, inserisse no computador todas as condições objetivas sobre a economia do Ceará, incluindo solo, clima e pluviometria, provavelmente a máquina tecnológica dar-lhe-ia como resposta um tilt, ou seja, algo estranho, de viabilização difícil. Mas naquela época, o computador, certamente, ainda desconhecia o cearense, o melhor, o mais caro e o mais desejado produto do Ceará. Ninguém no Brasil empreende como os homens e as mulheres nascidos neste pedaço do país abençoado por Deus. A economia daqui vem crescendo na velocidade do xaxado, principalmente na agropecuária e na indústria, e isto é produto da capacidade de empreender de um povo corajoso, ousado e inteligente.
Se alguém duvida do que acima está escrito, esta coluna convida-o a visitar dois eventos prestes a realizar-se: a Feira da Indústria Fiec, que acontecerá na próxima semana, nos dias 9 e 10, e a Pecnordeste, que neste ano, ampliando sua conexão com todo o país, muda de nome e passa a chamar-se Pec Brasil, cuja realização está marcada para os dias 25, 26 e 27 de junho, ambos no Centro de Eventos do Ceará.
Sobre a Pec Brasil, esta coluna pode informar que 90% de seus estandes estão já comercializados. Empresas do agro de outros estados participarão da exposição neste ano. Também estarão de novo presentes empresas nacionais e multinacionais fabricantes de tratores e caminhões. Haverá, como no ano passado, um espaço exclusivo para a carcinicultura, no qual estarão presentes as cearenses Samaria Camarões, a maior produtora de camarão do país, do empresário Cristiano Maia, e a Bomar, que produz, de Gentil Linhares, que comercializa tilápias e camarões no Ceará e no Piauí.
Mas todas as atenções de quem produz e trabalha no Ceará voltam-se hoje para a Feira da Indústria Fiec, não só pela proximidade (ela será aberta dentro de seis dias), mas pelo seu gigantismo e ineditismo.
A montagem da feira já começou e está mobilizando um contingente de dezenas de empresas fornecedoras e um exército de mais de mil pessoas que trabalham na instalação dos estandes das mais de 400 empresas expositoras e, também, na execução de complicados e sofisticados projetos que integrarão as seis ilhas temáticas em que o Centro de Eventos será dividido: 1) Indústria Alimentícia, 2) Moda Têxtil e Couro, 3) Construção Civil e Mineração, 4) Metalmecânica, Química, Telecomunicação e Carnaúba, 5) Energias, Gráficas, Embalagens, Pneu e Reciclagem e 6) Institucional.
Os promotores e organizadores da Pecnordeste (perdão, Pec Brasil) quanto os da Feira da Indústria Fiec foram impactados pelo Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), realizado em setembro de 2024 no Centro de Eventos do Ceará. Esse congresso, que reuniu aqui a nata dos cotonicultores brasileiros, revolucionou a cabeça dos que, em Fortaleza, atuam na realização de eventos.
Por causa do CBA, a Pecnordeste, agora Pec Brasil (essa nova denominação tem tudo a ver com a presença de Amílcar Silveira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará – Faec – na vice-presidência da Confederação Nacional da Agricultura), tomou um banho de loja no ano passado e inseriu detalhes inéditos, como um auditório de 360 graus. O que imaginaram e projetaram os organizadores da Feira da Indústria Fiec para a sua edição de estreia só o saberemos no dia de sua inauguração, ou seja, na manhã na próxima segunda-feira.
“Isto também será uma boa surpresa”, diz, com ar misterioso, o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, que pessoalmente comanda toda a organização do evento, que pretende reunir, ao longo dos dois dias da feira, um público estimado em 80 mil pessoas. O Sistema Verdes Mares fará cobertura especial da feira. Este colunista, por exemplo, produzirá, diretamente do Centro de Eventos, reportagens e boletins para o portal do Diário do Nordeste, para o DN Digital, para a TV Diário e para a Verdinha 92.5. Esta coluna terá posto de trabalho instalado no coração da Feira da Indústria Fiec.
Em tempo: ontem, a Fiec transmitiu a esta coluna a seguinte informação: “Pela primeira vez no Nordeste, os robôs humanoides G1 circularão pelos pavilhões da Feira da Indústria Fiec e conversarão com visitantes e mostrarão, ao vivo, como a tecnologia já está integrada aos ambientes produtivos e logísticos. Com movimentos surpreendentes e alta precisão, os equipamentos transformarão inovação em experiência real para quem visitar a feira.”

