O ovo ganhou presença constante na alimentação dos brasileiros. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta consumo de 301 unidades por habitante, ante 288 em 2025. Em 2006, a média era de 142,3 unidades. Se a estimativa se confirmar, o crescimento em vinte anos será de 111,5%.
Consumo mais que dobrou em duas décadas
A entidade calcula que a produção poderá atingir 64,8 bilhões de ovos neste ano, alta de até 4,1% sobre 2025. Os números foram apresentados durante a Semana Mundial do Ovo, que antecede a data comemorada em 9 de outubro. São projeções setoriais, ainda sujeitas à confirmação ao fim do ano.
Tecnologia acompanha a expansão da cadeia
O aumento do consumo veio acompanhado de mudanças na cadeia. Granjas investiram em genética, nutrição, manejo, ambiência e biosseguridade, enquanto a indústria ampliou formatos e produtos processados. A diversidade de apresentações permite atender o consumidor doméstico, serviços de alimentação e fabricantes que usam o ovo como ingrediente.
Diversificação cria novas ocasiões de compra
Para os negócios, a pergunta agora é como crescer com eficiência. Expansão de produção exige planejamento de insumos, sanidade, distribuição e comunicação com diferentes compradores. A ABPA também projeta 66,5 bilhões de unidades produzidas em 2027 e consumo de 312 ovos por pessoa, indicando que o setor vê espaço para continuidade da demanda.
O que muda na prática
• Planejar capacidade e fornecimento de insumos.
• Investir em sanidade, biosseguridade e qualidade.
• Observar demandas da indústria e do serviço de alimentação.
• Separar projeções setoriais de resultados já realizados.
Próximos passos
A confirmação dos números de 2026 virá após o fechamento do ano. As primeiras projeções da ABPA para 2027 indicam continuidade do crescimento da produção e do consumo.

