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Limoeiro do Norte investe na produção de banana e pitaya e se destaca no Ceará

A banana cultivada em Limoeiro do Norte abastece não apenas o mercado interno, mas também estados vizinhos e exportação.

O município de Limoeiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, vem se consolidando como um polo de fruticultura de destaque no Ceará, com investimentos expressivos na produção de banana e pitaya. O clima quente, a forte incidência solar e os perímetros irrigados abastecidos pelo Açude Castanhão tornam a região propícia para o cultivo dessas frutas, que abastecem mercados locais, nacionais e de exportação.

Segundo o gerente da FAPIJA, Luís Felipe, a expansão das plantações de banana tem sido estratégica: “Começamos em 2019 com apenas 2 hectares de banana prata e Nanica. Aos poucos, fomos colhendo e aumentando a área. No ano passado, saímos de 24 para 40 hectares, e alguns produtores chegam a 75 toneladas por hectare, um número nunca visto no Brasil.” Ele ainda destacou que a produtividade alcançada na própria propriedade é de 50 toneladas por hectare: “Como engenheiro agrônomo, o manejo correto, a adubação e os traços culturais foram essenciais para este resultado.”

Produção de banana ganha força com técnicas avançadas

A banana cultivada em Limoeiro do Norte abastece não apenas o mercado interno, mas também estados vizinhos e exportação. O município se tornou o maior produtor do Ceará, gerando emprego e renda para a população local. “Graças a Deus, com esse projeto, a geração de emprego e a riqueza do alimento são significativas. Hoje, a fruticultura praticamente gera um emprego por hectare cultivado”, afirmou Luís Felipe. A fruticultura no município movimentou cerca de R$ 237 milhões no último ano, envolvendo banana, outros frutos e grãos.

O presidente da FAPIJA, Raimundo dos Santos, reforçou a importância do perímetro irrigado: “A irrigação usando água do Castanhão é essencial para manter a qualidade e a produtividade das plantações. Sem esse suporte hídrico, seria impossível atingir os números que temos hoje.”

Pitaya como alternativa sustentável e tecnológica

Além da banana, Limoeiro do Norte também se destaca no cultivo de pitaya, iniciado em 2005 com mudas trazidas do Pará. A pitaya, cacto popularmente chamado de pitagueira, se adaptou perfeitamente ao clima semiárido. Segundo Luís Felipe, a fruta exige menos água do que outras culturas como banana, milho e soja, tornando-se uma solução viável para a região: “A pitaya é muito promissora, especialmente em anos de escassez hídrica, e deve crescer ainda mais nos próximos anos.”

Para otimizar a produção, produtores locais vêm adotando tecnologias como iluminação artificial, garantindo floração e frutificação mesmo nos meses de menor luminosidade, entre junho e agosto. “A iluminação artificial ajudou a manter a produção constante nesse período, quando naturalmente a planta não floresce. Com isso, aumentamos a produtividade e conseguimos preços melhores, já que a oferta cai nos mercados nacionais”, explicou Luís Felipe.

O investimento em técnicas modernas, manejo especializado e ampliação das áreas irrigadas reforça Limoeiro do Norte como referência em fruticultura no Ceará. A combinação de tradição, tecnologia e adaptação ao semiárido contribui para o desenvolvimento econômico da região, gerando emprego, renda e sustentabilidade na produção agrícola.

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