Estado alcançou o topo nacional na produção de amêndoa de pequi; já a silvicultura recuou 7% no mesmo período
A produção extrativa vegetal avançou 6% no Ceará em 2025, quando o Estado movimentou R$ 314,1 milhões com a atividade ao longo do ano, superando os R$ 296,2 milhões registrados em 2024.
O resultado consolidou o território cearense na liderança do Nordeste em diferentes cadeias e no topo da produção nacional de amêndoa de pequi.
Os dados integram a Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs 2025), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 24 de setembro.
Liderança no Nordeste com fruteiras e madeira
Entre os produtos alimentícios com destaque regional está o cajá. Das 1.590 toneladas extraídas no Nordeste em 2025, 774 toneladas (48,7%) tiveram origem no Ceará, gerando um valor de produção estimado em R$ 1,7 milhão.
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Situação semelhante ocorreu com a macaúba: o Estado produziu 251 toneladas das 271 toneladas contabilizadas em toda a Região (92,6%), totalizando R$ 177 mil.
A presença cearense no extrativismo se estende ao setor florestal. Em 2025, o Ceará respondeu pela maior produção de lenha do Nordeste, somando 3.129.014 metros cúbicos (m³) e movimentando R$ 98 milhões.
Na extração de madeira em tora, o Estado também ocupou o primeiro lugar regional, com 371.612 metros cúbicos (m³), avaliados em R$ 86,6 milhões.
Liderança nacional na amêndoa de pequi e destaque na carnaúba
No cenário nacional, o Ceará alcançou o topo da produção de amêndoa de pequi em 2025.
Foram extraídas 355 toneladas, com valor de produção de R$ 801 mil. Quando considerado o fruto do pequi, o volume cearense atingiu 3.544 toneladas (R$ 2,6 milhões), colocando o Estado na segunda posição do País, atrás apenas de Minas Gerais.
Ranking dos Estados por Quantidade Produzida
Minas Gerais: 43.254 toneladas
Ceará: 3.544 toneladas
Goiás: 3.437 toneladas
Mato Grosso do Sul: 1.246 toneladas
Bahia: 456toneladas
Piauí: 415 toneladas
Maranhão: 115 toneladas
Distrito Federal: 10 toneladas
Pará: 8 toneladas
Pernambuco: 5 toneladas
Amazonas: 2 toneladas
Na cadeia da carnaúba, o Ceará garantiu a segunda colocação nacional em pó de carnaúba, com 5.943 toneladas (R$ 94,2 milhões), o que representa 39,4% de toda a produção do País — atrás do Piauí, que concentrou 56,4%.
Ranking dos Estados por quantidade
Piauí: 8.492 toneladas
Ceará: 5.943 toneladas
Rio Grande do Norte: 379 toneladas
Maranhão: 237 toneladas
Paraíba: 14 toneladas
No entanto, o município de Granja, localizado no Norte do Estado, alcançou o posto de maior produtor nacional do insumo, com 846 toneladas.
O extrativismo cearense da carnaúba computou ainda 452 toneladas de cera (R$ 13,2 milhões) e 1.418 toneladas de fibra (R$ 4,3 milhões).
Silvicultura registra retração
Em sentido oposto ao extrativismo vegetal, a silvicultura (extração de florestas plantadas) apresentou queda no Ceará.
O valor da produção do segmento recuou 7% em 2025, caindo de R$ 627 mil em 2024 para R$ 583 mil no ano seguinte.
Brasil
O valor da produção florestal no Brasil atingiu em 2025 o recorde de R$ 47,9 bilhões, com alta de 6,7% em relação ao ano anterior e produção em 4.889 municípios

