WebRádio Ceará Rural Ao Vivo
WebRádio Ceará Rural Ao Vivo

AGRO

Ceasa de Maracanaú vende 580 toneladas de coco por mês e abastece o país

O coco verde, muito apreciado nos dias quentes, é consumido tanto localmente quanto exportado para outros países.

No Ceará, o coco é mais do que uma fruta: é tradição, cultura e fonte de renda para milhares de famílias. No entreposto de abastecimento da Ceasa em Maracanaú, chegam todos os meses cerca de 580 toneladas da fruta, vindas de regiões produtoras como Paraipaba e Pentecoste. Segundo o analista de mercado Odálio Girão, “todos os meses chegam 580 toneladas da fruta, vindas de diversas regiões produtoras, como Paraipaba e Pentecoste. Daqui, ganham novos destinos.”

O coco verde, muito apreciado nos dias quentes, é consumido tanto localmente quanto exportado para outros países. O vendedor João Viana explica que “esse coco verde aqui está indo para o Canadá, até para Costa Rica também, até para Portugal e além dos Países Baixos, que é a Holanda, pelo porto de Rotterdam. Esse coco verde chega até lá.” Ele destaca ainda que o produto é valorizado nos mercados internacionais: “é um produto muito apreciado pela população, não só a tropical do Brasil, nordestino, mas também de outros países, o coco verde é muito procurado, apreciado e aceitável nos mercados internacionais.”

Além do consumo direto, a água de coco é apontada como refrescante e nutritiva, sendo rica em potássio, sódio e magnésio, contribuindo para a hidratação, especialmente no verão. Como reforça Ivanildo Alves, vendedor na Ceasa, “neste período agora do verão, quando está muito quente assim, o pessoal procura muito, sabe? Todo mundo tomava água de coco todo dia, diariamente, porque a água de coco é muito saudável. O coco verde é o queridinho dos dias quentes.”

Já o coco seco segue outro caminho na cadeia produtiva. Com polpa firme e rica em fibras e gorduras boas, ele é amplamente utilizado na culinária regional e na produção de derivados, como leite e óleo de coco, que abastecem padarias, restaurantes e indústrias. Segundo João Viana, “coco seco tem um outro destino que é a indústria, a panificação, a parte de bolo, de salgado, mesmo sorveterias, a indústria de um modo geral para o óleo, aquele coco que não dá para ser consumido, sorveterias, então é mais para a indústria. O coco seco é seletivo, industrializado; isso aqui não, é in natura, consumo de imediato, geladinho, é o mais gostoso.”

Com boa saída, preços regulares e procura constante, o coco se firma como uma das frutas mais importantes comercializadas no estado. Segundo Odálio Girão, “seja para o consumo imediato, para a culinária ou para a indústria, o fruto movimenta negócios, garante renda e atende uma demanda que cresce, principalmente no verão.” Para os cearenses, o coco é mais do que alimento: é sabor, tradição e parte do cotidiano, chegando fresco e nutritivo à mesa de milhares de famílias todos os dias.

Compartilhe

Facebook
WhatsApp
Email