“Packing house” da Itaueira em S. João do Aruaru, onde melões e melancias são selecionados, embalados e armazenados em câmaras frias
Mas empresa da família Prado segue exportando para a Europa e o Canadá
Retornando das férias, esta coluna transmite uma boa informação que chega do agro cearense:
No distrito de Aruaru, no município de Morada Nova, 106 km ao Sul de Fortaleza, a cearense Itaueira Agropecuária, segunda maior produtora mundial de melão e melancia, está colhendo, diariamente, 400 toneladas dessas saborosas frutas, que enchem dezenas de contêineres frigorificados transportados por caminhões pesados para os principais centros consumidores do país, principalmente São Paulo, e para os portos de Pecém e Mucuripe.
Em 1.500 dos 3 mil hectares de sua fazenda no Ceará (há outra no Piauí e mais uma na Bahia, fazendo a mesma coisa) a empresa da família Prado desenvolve a fruticultura sustentável, utilizando as melhores práticas agrícolas (em Aruaru, há quase 3 mil colmeias, cujas abelhas garantem a polinização das plantas) e a ponta tecnológica: as sementes, criadas e desenvolvidas por melhoristas europeus, são importadas e cultivadas em pomares próprios na fazenda.
A colheita da safra 2026-2027 começou em setembro e prosseguirá até fevereiro, mobilizando um exército de 1.500 colaboradores, a maioria recrutada na região de Morada Nova e todos com carteira assinada.
É a segunda safra plantada e colhida pela Itaueira em São João do Aruaru, e por esta razão há, no seu conjunto de colaboradores, vários que vieram da Bahia e do Piauí para treinar os cearenses nos vários setores da produção, da colheita e do “packing house” – uma imensa instalação totalmente refrigerada onde as frutas são lavadas, selecionadas, classificadas, embaladas em caixas e estocadas em câmaras frias, de onde, em paletes, são levadas em contêineres para os caminhões
Em cada caixa é colado um código de barras que contém todas as informações a respeito do produto, incluindo a área em que o melão e a melancia foram plantados e colhidos – é o processo de rastreabilidade seguido pela Itaueira,.
No último dia 14 de setembro, quando esta coluna visitou a fazenda da Itaueira em São João do Aruaru, havia muito pouco estoque de melão e melancia no seu “packing house”, mas muitos caminhões saindo de lá transportando contêineres, sinal de que “vai muto bem a comercialização dos produtos”, como disse Tom Prado, CEO da empresa fundada pelo seu pai Carlos Prado, também fundador da Ceará Máquinas Agrícolas (Cemag), que fabrica, em Fortaleza, máquinas e implementos agrícolas utilizados por grandes e pequenas fazendas do agro em todo o país, inclusive no Centro Oeste.
Na tarefa de plantar as mudas de melão e melancia, a Itaueira usa máquinas criadas, desenvolvidas e fabricadas pela Cemag. Essas máquinas transportam seis pessoas, que, sentadas uma ao lado da outra e protegidas do sol, instalam cuidadosamente as mudas sobre os canteiros pré-irrigados gota a gota, com fitas de gotejo sob o “mulching” (cobertura do solo), plástico que protege da evaporação e, ao mesmo tempo, economiza água. Toda a área cultivada é irrigada por gotejamento, o que representa gasto mínimo de água.
Na próxima segunda-feira, 5, o comando da Itaueira, incluindo seu fundador e seu CEO, viajará para Madri, capital da Espanha, onde participará, mais uma vez, da Fruit Attraction, grande feira de frutas da Europa. Lá, durante os três dias do evento, que se encerrará na sexta-feira, 9, os Prado cumprirão uma agenda de reuniões com importadores da Europa, Canadá, EUA e Oriente Médio.
No Ceará, no Piauí e na Bahia, a Itaueira também produz pimentões coloridos, mel de abelha, uva sem semente, suco de frutas e camarões, todos com a marca Rei.

