O deputado Felipe Mota (União) defendeu, no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (24/02) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar casos de tráfico humano e exploração sexual no Ceará.
O parlamentar mencionou reportagem do jornal Diário do Nordeste em que Fortaleza foi citada como lugar de referência para tráfico de pessoas em arquivos liberados recentemente relacionados ao caso do agressor sexual norte-americano Jeffrey Epstein. Felipe Mota citou ainda Cumbuco e Canoa Quebrada como praias de destino turístico com altos índices de exploração sexual e relembrou situação escancarada no passado.
“Na década de 1990, um dos grandes problemas que tivemos no nosso Estado era a questão do ‘turismo sexual’, que fez com que agências vendessem pacotes com booking de mulheres às quais turistas poderiam ter acesso quando chegassem aqui. Mulheres simples, de vulnerabilidade social”, denunciou.
O deputado ressaltou que o pedido de entrada para a realização da CPI foi feito em comum acordo com o presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri (PSB), e frisou o desejo de que a comissão não seja ideologicamente politizada.
“Não quero politização nessa CPI, o que eu quero é a defesa das crianças e jovens e do turismo do nosso Estado”, disse o parlamentar, que relembrou sua passagem profissional pelo Ministério do Turismo, enfatizando que sua prioridade, desde essa época, era afastar jovens vulneráveis da exploração sexual.

